Média salarial dos trainees brasileiros é de R$ 7,3 mil, mostra estudo
Novo guia da Cia de Estágios também mostrou que os maiores salários estão no setor de tecnologia, enquanto os menores estão no setor de educação. Confira.
A média salarial dos trainees brasileiros é de R$ 7,3 mil, segundo o novo guia salarial da Companhia de Estágios, que avaliou 65 programas entre janeiro de 2024 e agosto de 2025. A média é superior à registrada na edição anterior do estudo, publicada em 2023. Na época, a remuneração padrão era de R$ 6 mil.
O setor de tecnologia é o que mais dá oportunidades aos jovens profissionais, oferecendo 15% dos programas de trainee no Brasil. O varejo é o segundo colocado na lista e concentra 9% dos programas.
Tais setores também saem na frente quando o assunto é remuneração: eles oferecem os maiores salários do País. A média salarial dos trainees no setor de tecnologia é de R$ 9 mil, segundo o levantamento da Cia de Talentos, enquanto a média no varejo é de R$ 8,6 mil. A menor remuneração está no setor de educação, que oferece R$ 4,5 mil aos jovens.
A maioria dos programas de trainee avaliados no estudo (66%) estão na região Sudeste, e São Paulo abriga 34 deles. O Sul do Brasil é a segunda região com mais oportunidades (15%), e as demais regiões oferecem 18% dos programas.
Segundo especialistas da Cia de Talentos, o estudo mostrou que os programas de trainee permanecem como uma estratégia de desenvolvimento de líderes amplamente praticada por empresas de grande porte em diferentes segmentos da economia.
“Para as organizações, os programas são uma chance de desenvolver futuros lideranças mais alinhadas à cultura organizacional, aos objetivos do negócio e às exigências do mercado”, avalia Tiago Mavichian, CEO da empresa de recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes.
Inglês e competências digitais
A variação salarial entre os programas de trainee não está ligada somente aos setores de atuação e às regiões do País, mas também a fatores mais específicos, como o domínio do inglês. Segundo o levantamento, esse aspecto é responsável por uma diferença de remuneração entre os trainees que pode ultrapassar os R$ 3 mil.
E os programas estão mudando: tendências como a transformação digital e a agenda de sustentabilidade já influenciam a lista de habilidades exigidas aos candidatos dos programas e determinam a expansão de oportunidades em alguns setores.
Segundo o levantamento, 41% das vagas pedem competências digitais como conhecimentos em inteligência artificial, análise de dados e soluções omnichannel, que se tornaram diferenciais. Do lado das empresas, iniciativas de responsabilidade social e impacto ambiental estão ganhando relevância enquanto fatores de atração de talentos.
“Os programas de trainee do futuro valorizam não apenas o conhecimento técnico, mas também a capacidade de se adaptar, inovar e contribuir para objetivos dos negócios”, argumenta Mavichian.







