A farmacêutica Novartis acaba de anunciar a abertura de 20 vagas globais para o Next Generation Scientist Program (NGS), programa internacional de estágio que apoia a formação científica e profissional de estudantes de pós-graduação (mestrado e doutorado) de países de baixa e média renda como o Brasil, entre outros na América Latina, Ásia e África Subsaariana. Os interessados devem se inscrever por meio do site oficial, até o dia 31 de outubro.A iniciativa, feita em parceria com a Universidade da Basileia, na Suíça, busca estimular projetos acadêmicos que dialogam com os desafios locais, com objetivo de fortalecer os sistemas públicos de saúde dos países participantes.Gratuito, o programa oferece cobertura de viagem, acomodação e visto, além de bolsa de estudos e seguro de saúde. Desde a sua criação, em 2011, cerca de 260 estudantes foram beneficiados em mais de 31 países, incluindo 26 brasileiros.Mais saúde para quem mais precisaCom duração de três meses, de junho a agosto de 2026, a iniciativa oferece as vagas com ênfase em doenças como malária, dengue, doença de Chagas, hanseníase, leishmaniose, criptosporidiose e anemia falciforme. A ideia é que os participantes trabalhem em projetos de pesquisa, aprimorando suas capacidades científicas por meio de seminários, clubes de leitura, fóruns de discussão e cursos educacionais.Além disso, devem expandir suas redes de contato, colaborando com colegas e equipes científicas da Novartis, e receber apoio para o desenvolvimento educacional e de carreira por meio de mentoria da organização. No final do estágio, os participantes serão certificados pela universidade suíça.“O programa também desenvolve habilidades comportamentais como liderança, comunicação e planejamento de carreira”, afirma Caroline Demacq, diretora global de assuntos médicos de saúde global da Novartis. “Assim, contribuímos para a formação de novos líderes cientistas que vão reimaginar a medicina”.A executiva explica que o grupo farmacêutico é um dos poucos que investem em pesquisa e inovação para doenças negligenciadas. “Nossa estratégia é ampliar o acesso à saúde para as populações que mais precisam”.