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Outubro Rosa: o papel do RH na promoção da saúde feminina

A atuação da área pode reduzir ausências prolongadas, aumentar o engajamento e preservar carreiras, além de vidas. Entenda.

Por Izabel Duva Rapoport
21 out 2025, 10h17
Imagem de um estetoscópio rosa e fita de conscientização do câncer de mama rosa no fundo rosa.
 (MicroStockHub/Getty Images)
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O Brasil deve registrar cerca de 74 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2023 e 2025, com taxa de 42 casos a cada 100 mil mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre 2018 e 2023, o número de diagnósticos aumentou 59%, e uma em cada três pacientes tem menos de 50 anos. As regiões Sudeste e Sul concentram as maiores incidências, enquanto Norte e Nordeste registram índices menores.

“Dados nacionais como esses mostram que o cuidado com a saúde da mulher deve ser prioridade contínua nas empresas, não apenas em outubro”, diz Katia de Boer, CEO da Safe Care, especializada em gestão de saúde corporativa, se referindo à campanha Outubro Rosa, quando cresce a atenção sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre brasileiras.

Ações efetivas e estratégicas

Para ela, a área de recursos humanos é decisiva na promoção da saúde feminina, garantindo cuidado integral. “O RH tem um papel estratégico: oferecer apoio, facilitar exames preventivos e criar um ambiente que valorize o bem-estar dessas colaboradoras”. O caminho, então, é transformar números alarmantes em ações efetivas.

“Saúde integral não é só oferecer plano de saúde: é estruturar políticas, rotinas e apoio humano que permitam às mulheres cuidado precoce, acolhimento e continuidade da vida profissional. O RH tem papel estratégico nesse desenho”, afirma Katia, que sinaliza algumas das principais iniciativas que podem ser conduzidas pela área:

  • Campanhas de conscientização com palestras e materiais educativos sobre o câncer de mama e o autoexame, de forma contínua;
  • Facilitação do acesso a exames preventivos, com parcerias, horários flexíveis e licenças para consultas;
  • Políticas de suporte e flexibilidade para colaboradoras em tratamento ou recuperação;
  • Treinamento de lideranças para acolhimento e identificação de sinais de desconforto;
  • Programas de bem-estar, incluindo acompanhamento psicológico e readaptação ao trabalho.
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Outubro Rosa: um lembrete poderoso

A CEO também destaca que revisar políticas internas durante o Outubro Rosa é um passo importante para consolidar práticas permanentes de cuidado. “Implementar campanhas de informação, facilitar o acesso à mamografia, treinar lideranças e estruturar programas como o de gestantes são medidas que fazem diferença real”, ressalta a especialista. “A prevenção e o diagnóstico precoce salvam vidas – e a atuação do RH pode reduzir ausências prolongadas, aumentar o engajamento e preservar carreiras”.

Na avaliação de Katia, investir na saúde integral das colaboradoras é também investir na saúde organizacional para atuar na redução de custos, melhoria da produtividade e reforço do compromisso social das empresas. “O Outubro Rosa é um lembrete poderoso, mas a saúde da mulher precisa ser prioridade o ano inteiro. Um RH engajado transforma estatísticas em vidas cuidadas e protegidas”.

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